Mostrando postagens com marcador websérie adolescente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador websérie adolescente. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de abril de 2016

► #oamorcomeça: Sol, amor & verão - Último capítulo ♥

Capítulo 08

Lá vinha o “novo” Dante. Vestia uma calça jeans dessas de estilo desbotado e rasgado, da moda “acabei de sair de uma guerra, mas lavou tá nova”, sem cinto, então a cada três passos ele tinha que levantá-la pra não aparecer nada de mais. Uma camiseta baby look escura que parecia um pouco apertada, tênis esportivo escuro e óculos de sol por cima do óculos que usava. E como estava escurecendo, sua visão estava um pouquinho mais comprometida. Então vinha calmamente tentando andar do jeito que Guilherme disse que ele devia andar, tomando cuidado para não tropeçar. Como não pegou direito o jeito de andar, o cuidado era dobrado.

A reação de todos era bem diversa. Guilherme tentava disfarçar o riso. Queria esculachar Dante, dando roupas estranhas para ele vestir, mas isso era impossível, pois todos suas roupas eram muito elegantes e da moda, e de alguma forma combinavam entre si. De qualquer jeito, nada ficaria bom, Dante não tinha seu estilo, qualquer coisa ficaria ruim nele.

Carol estava feliz pela mudança, mesmo achando um pouco estranha. Dani tentava pensar que estilo era aquele, talvez, “descolado demais?”. Igor só se conteve ao pensamento: “Nossa que nada a ver!”. E Marina já estava nervosa com Guilherme, por saber das suas intenções. E Dante o que achava? “Ah, era um pouco estranho e não tinha nada a ver com ele. Mas, o que não se faz para vencer os seus medos?”

Ao se aproximar dos amigos, acabou tropeçando e o óculos de sol caindo no chão. Ele logo se apressou para pegar, sorrindo e pensando que nunca iria perder o seu jeito atrapalhado. Guilherme se aproxima e se apoia nele, num "quase abraço".

– Aí está o Dante. Como vocês podem ver, ele está bem diferente e tudo graças a mim.

- Eaí galera. Tudo bele com vocês?

Ele falava um pouco pausadamente, como se tudo o que falasse tivesse sido ensaiado. Tinha se esforçado para falar o mais natural possível, mas era difícil. Carolina sorridente o cumprimenta.

– Tudo sim Dante! Pelo o que eu vejo você está muito bem! Parabéns pela mudança.

– Obrigado. Marina, posso bater um papo... firme com você.

– Claro, acho que nós precisamos conversar.

– Pois é gente, eu preciso contar uma coisa urgente pra vocês. Venham comigo.

Praticamente empurrando os demais para a árvore acima, Carolina leva Guilherme, Dani e Igor de perto de Dante e Marina, que se ajeitam para sentarem próximo a piscina. Dante tinha uma espécie de “cola” que conferia apressado, enquanto Marina não estava olhando pra ele.

– O que você quer contar de tão urgente? – Igor impaciente, querendo saber o que Dante e Marina conversariam.

– Dã, seu inteligente! Não está vendo que era só uma desculpa pra deixar os dois conversarem a sós? – diz Dani cutucando o braço de Igor.

– É, mas eu acho que isso não vai dar em nada. Eu fiz o possível, mas não posso fazer milagres.

– Vendo agora como você fala, preferia que você não tivesse feito nada pra ajudar.

Carol sente uma pontinha de desapontamento.

– Nossa! É isso que eu ganho? Eu ajudo de coração e vocês ainda reclamam. Eu já disse, não posso fazer milagres.

A vítima querendo apa... quero dizer, Guilherme sendo sempre simpático.

– Eu acho que você fez tudo isso de propósito. Só pro Dante pagar mico e passar vergonha na frente da Marina. Eu vou acabar com isso agora mesmo.

Carolina ameaça ir até eles, mas Guilherme a segura pelo braço. Nesse momento, ela sente um baque, porque Guilherme nunca tinha sido tão agressivo assim.

– Me solta!

– Não. Você não vai atrapalhar meus planos. A Marina vai ficar tão decepcionada e vai dar um fora no Dante que ele nunca mais vai querer saber dela. Ela vai ficar toda sentimental e eu vou estar aqui pra consolá-la.

- Guilherme, você é um idiota mesmo! A Marina nunca vai te dar bola. Ela ama o Dante e você nunca vai poder fazer nada pra mudar isso.

- Você não sabe de nada!

- Como eu pude me apaixonar por um cara tão fútil, superficial e tão egoísta como você?

Ao ouvir, Guilherme fica chocado, que a solta. E pensa: “eu sou um cara irresistível mesmo...” Mas depois para e pensa. É A CAROL!

- Han? Garota, do que você tá falando?

- Isso mesmo o que você ouviu.

- Você pode estar brincando...

Carolina fica muito nervosa, sentindo um misto de decepção e alguma coisa que ela não soube explicar, tirou o boné - que dificilmente tirava da cabeça, e revela uma linda garota com seus cabelos ondulados. Guilherme fica mais surpreso.

– Não é possível... Só você não vê que eu sou apaixonada por você à muito tempo e só comecei a me interessar por futebol pra ficar mais perto de você. E mesmo assim, você nunca olhou pra mim.

– Isso é verdade... Eu acho que estava sem óculos quando não te olhei... Rapaz... Você tá tão bonita. Vamos bater um papo aí, gatinha...

Ele tenta se aproximar de Carol, mas ela o afasta.

– Você tá tirando uma com a minha cara né? Agora sou eu quem não quer saber nada de você. Você vai ter que ralar muito pra chegar a ter alguma coisa comigo.

Carolina saiu nervosa até o salão onde estavam suas coisas e Guilherme foi atrás dela correndo desesperado. Nunca tinha olhado pra Carolina mais do que alguns segundos. Dani e Igor ficaram sem reação que mal sabiam o que falar ou fazer. Ficaram alguns momentos parados e olhando um pra cara do outro sem entender nada. Tanto que demoraram um pouco pra assimilar o que estava acontecendo. Quando perceberam saíram correndo atrás dos dois para ver o que aconteceria, até acabaram esquecendo de Dante e Marina.

E por falar neles, que também ficaram sem reação com o ocorrido. No fim acharam melhor mesmo que todos tivessem ido para outro lugar. Assim poderiam conversar melhor. Ficaram alguns minutos em silêncio, até que Dante tomou a iniciativa de iniciar a conversa de uma forma bem original - depois de tentar pegar o papel onde estavam anotadas as coisas que ele deveria dizer e derrubá-lo.:

– Mas então... Tá tá quente né?

– Dante, por favor, já chega. Me dá esse papel aqui. Você não precisa disso.

– Mas...

Marina toma da mão de Dante o papel, rasga e joga os pedaços na piscina.

– Dante, você não precisa mudar pra me conquistar. Não importa se você é tímido e se veste um pouco "original" às vezes. Eu gostei de você assim, do jeitinho que você é.

– Tem certeza? Eu sou assim, tão estranho, um pouco atrapalhado e meu rosto não ajuda em nada...

– Dante! O que é isso? Porque essa autoestima tão lá embaixo? Me escuta. Todos nos deixamos levar pelas aparências, pelas máscaras que as pessoas usam. Mas isso é passageiro. Nós temos que ser nós mesmos, porque somos únicos e estamos vivos.Qual seria a graça se fôssemos todos iguais?

Dante fica um momento reflexivo, pensando na besteira que tinha feito, mas que no fundo não tinha sido tão ruim assim. Mudanças são legais. Só não tão drásticas.

– Você tem razão. Eu me deixei levar pela conversa fiada do Guilherme, pensando que você nunca iria me dar bola pelo jeito que eu era. Mas pensando bem, aqui com meus óculos, acho que tirei uma lição disso. Que devo aprender a expressar o que eu sinto... e que alguma mudança é boa as vezes, só que... menos, né. Esse não sou eu!

Os dois começam a rir juntos.

– É... Você não ficou tão mal assim. Gostei. Mas eu não quero que você mude aqui - Colocando sua mão no peito de Dante

– Pode deixar. Marina, eu sempre gostei de você, mas nunca soube dizer.

– Eu sei, seu bobinho. Eu nunca esqueço daquela vez que nós estávamos na terceira série e alguém tinha me falado que você gostava de mim. Aí quando eu te perguntei no meio sala da aula se era verdade, você ficou tão vermelho e não sabia o que dizer de tanta vergonha.Acho que não foi uma boa ideia dizer isso na frente de todo mundo.

– Pois é... Se você me fizesse essa mesma pergunta há algumas horas atrás, eu reagiria do mesmo jeito.

– Mas agora é diferente. Nós já sabemos do que sentimos um pelo outro. E nada pode impedir que estejamos juntos.

Os dois começam a se aproximar um do outro, mas num impulso Dante se afasta, com receio.

– Mas Marina, você sabe que eu nunca tinha ficado com ninguém e...

– Não precisa se preocupar, eu sei esperar.

Marina então dá um beijo na bochecha de Dante e ele o retribui. Eles ficaram quase uma hora conversando e rindo de todas as vezes em que Dante tentava disfarçar quando ficava envergonhado por estar próximo de Marina. Marina também confessou que pensou várias vezes em dizer o que sentia por ele, mas sempre acabava desistindo por vergonha.



No dia seguinte, depois de terem arrumado tudo e voltarem para casa, Dante e Marina caminhavam de mãos dadas para todos os lados. Carolina e Guilherme faziam o mesmo (indo para todo lado juntos). Só que Guilherme correndo atrás de Carolina o tempo todo, em todos os cantos.

Dani e Igor se divertiam com as cenas, dignas de novelas mexicanas. No fundo Carolina gostava de ter Guilherme correndo atrás e aparentemente ter “esquecido” de Marina e deixando os dois em paz. Havia dito que Guilherme teria que ralar muito por ela, e assim o faria.



Então a segunda-feira chegou e o sinal da primeira aula soava. A novidade do colégio, além dos novos professores, eram os “novos e inesperados casais” formados. Dante um pouquinho mais seguro ao lado de Marina, e Guilherme “atrás” de Carolina. Esses quatro prometiam muitas histórias até a chegada da formatura, pois ainda era o primeiro dia de aula, a lista de chamada recém realizada e o amor havia acabado de começar.



Quer conhecer os personagens dessa história e muito mais?

Perdeu os capítulos anteriores?


Chegamos ao fim da nossa primeira série de #oamorcomeça.
Foi muito legal compartilhar essa história com vocês, espero que tenham gostado.
E aguardem que em breve, uma nova historia aparecerá por aqui!

William Brandão

sexta-feira, 22 de abril de 2016

► #oamorcomeça: Sol, amor & verão - cap. 7

Capítulo 07

Os primeiros sinais do fim do dia começam a aparecer. O sol está começando a cair, mas há luz suficiente para se enxergar sem acender as lâmpadas. Carol está sentada debaixo da mesma árvore onde Dante estava pela manhã. Tão concentrada em um livro de romance que ganhou de aniversário, que nem percebeu as horas passando. Seus amigos haviam dormido logo após a sessão de jogos e de algum tempo na piscina e nem deram por sua falta. Dante passou a tarde toda com Guilherme na casa de seus avós. Não foi algo tão divertido para Dante, mas ele estava disposto a pelo menos tentar.

Enroladas em toalhas, Dani e Marina saíram para dar uma volta antes de anoitecer e quem sabe dar um último mergulho enquanto ainda havia luz. As duas ficaram surpresas com Carol lendo um livro de romance. Tanto que fizeram questão de saber o que estava acontecendo.

Dani diz, não conseguindo disfarçar a curiosidade:

– Carol! Você lendo um livro? Você está bem?

– Eaí garotas, tudo belê? Belas dorminhocas vocês me saíram.

- Ah Carol... Você me conhece, sabe que não perco a oportunidade de tirar uma sonequinha, tanto que levei a Marina comigo nessa... Diz Dani rindo e bocejando ao mesmo tempo.


- Eu estou um pouco triste de pensar que amanhã voltamos pra casa e na segunda-feira: colégio, provas, trabalhos e tarefas.

– Realmente... Foi muito bom. Pena ser por pouco tempo, mas a realidade nos chama.

– Como vocês estão sentimentais ultimamente, estou até surpresa com você Carol.

– Nossa Dani... Por quê? Você acha que eu não tenho coração?

– Não, não é isso... Mas acho que eu sei o motivo de tanto sentimentalismo de vocês. Só pode ser por causa de algum garoto.

Marina e Carol ficam muito sem graça com o assunto e tentam disfarçar.

– O quê?

– Não finja que não ouviu! Eu sei que alguém roubou esse seu coração e você não quer admitir.

– Não...

Nesse momento Carol percebeu estar encurralada e rapidamente pensou: ‘Agora sei como o Dante se sentiu mais cedo. Não tenho mais como fugir.”

- Ta bom, tá bom. Tem garoto metido nessa parada. E nem pense em me perguntar o nome dele porque eu não vou dizer. Demonstrando um pouco de nervosismo na fala, mas conseguindo disfarçar melhor que Dante.

– Ta bom. Finalizando o assunto, se sentindo ameaçada. E você Mari? Tem alguém aí?

Marina estava viajando em pensamentos, lembrando de tudo o que aconteceu durante o dia. Da conversa com Dante, de como ele ficou sem graça quando ela soltou: “Amiga é pra essas coisas!”. Não queria ter falado aquilo, mas dito outra coisa. Percebeu na hora que ele havia ficado muito sem graça com a afirmativa seguinte. E ele estava se esforçando pra dizer algo e ela estragou tudo. “Palmas pra Marina”, agora sim, traumatizou Dante. E se era difícil ele se aproximar dela. Tudo vai ficar ainda mais difícil. “Eu sou uma desastrada”- pensou.

- Mari? Alô?

– Oi?

– Oi tudo bom? Prazer, meu nome é Dani e essa é a Carol, tudo bem?

– Em que planeta você estava dona Marina?

– Para de zoar comigo! Eu só estava pensando em algumas coisas.

– Tenho certeza que nesses pensamentos estavam o Guilherme né?

Se controlando pra não dizer nada que a “incriminasse”, Carolina um pouquinho alterada no início e depois amansando a voz:

–É claro que não! É claro que ela não estava pensando no Guilherme. Ela deu um fora nele hoje, não é Marina? Você não percebeu?

– Sério? Mas como você teve coragem de dar um fora num galã daqueles?

– Ele não faz meu tipo. Não posso negar, ele é muito bonito sim, mas não tem nada a ver comigo.

– Nisso você tem toda a razão.

Depois que disse, Carol ficou se questionando internamente se estava dando muita bola fora e se entregando sem querer.

– Mas então? Quem faz o seu tipo?

– Tá bom meninas, tá bom. Eu conto, mas me prometam que não vão rir ou contar pra alguém, muito menos pra essa pessoa.

Marina confiava muito nas amigas, só pedia segredo por força do hábito.

- Então, eu gosto muito dessa pessoa. Eu conheço ela à muito tempo. E foi conquistando meu coração pouco a pouco e eu nem percebi. E essa pessoa é o Dante.

– Quem? Dante? O nerd da nossa sala? – Dani como sempre se surpreende.

– Sério? Que legal! – Carol ficou muito empolgada por saber que o sentimento dos dois é recíproco.

– Tá eu sei que ele parece estranho. Mas aquele sorriso que ele dá todas as vezes em que não tem nenhuma resposta para o que lhe dizem, me conquistou.

– Eu tô passada e no cabide!

– Eu te apoio e acho que ainda você vai ter uma bela surpresa.

Dessa vez é a vez de Marina se surpreender. Não estava entendendo nada.

– Como assim?

– É um pressentimento. Espere e verá.

– Eu tô chocada até agora!

– Às vezes o coração tem razões que a própria razão desconhece.

– Ui, Marina até arrepiei agora. Tá bom. Nem falo mais nada. A Dani vai ficar caladinha agora.

Ao ouvir o bafafá e as risadinhas das meninas, Igor chega.

– E aí garotas? Posso entrar na conversa ou é uma reunião de meninas?

– Não, não. Senta aí. Diz Carolina deixando um espaço em sua toalha para que ele possa se sentar.

– Hein, vocês sabem me dizer o que o Guilherme tá aprontando? Ele tá o dia inteirinho com o Dante.

– O quê? Dante e Guilherme juntos? Tem alguma coisa errada nisso aí. O Guilherme não gosta nenhum um pouco do Dante, ainda mais agora que...

Marina se interrompe para não dizer também para Igor, já basta o Guilherme e as meninas saberem. Não queria que as coisas de alguma coisa ficassem mais complicadas entre eles.

– Que...?

– Nada não, deixa pra lá.

– Talvez o Guilherme tenha mudado de opinião, de atitude, sei lá.

Carolina pensa mais uma vez que está dando muita bandeira defende-o o tempo todo. “Ai Carolina, disfarça, disfarça!”

- Mas vindo do Guilherme, tudo é possível

– Pois é, falando do rei da cocada queimada, aí vem ele. Diz Igor dando de ombros.

Guilherme estava muito perfumado, dava pra sentir à distância o cheiro do seu perfume, que pra falar a verdade era forte demais que dava até vontade espirrar. Mas não era ruim, só muito forte. Ah, e estava muito arrumado, como se estivesse pronto para sair.

– E aí galera, quais as novidades? Diz Guilherme penteando o cabelo com os dedos.

- Que já sabíamos que você estava chegando, graças à seu perfume, que chegou dois minutos antes de você. Igor se sentindo incomodando com o cheiro.

- É que ele está dando vontade de espirrar - diz Dani segurando o espirro.

Carolina gostava do cheiro, mas tinha que concordar com os amigos naquele momento.

– Guilherme, o que você anda aprontando? Marina séria, o questiona.

– Eu aprontando?

– Nós já sabemos que você está com o Dante pra cima e pra baixo o dia inteirinho.

– Puxa, uma pessoa não pode mais mudar de opnião?

– Guilherme. Já chega né? Você não íria mudar de atitude com ele da noite pro dia.

– Assim você até me magoa. Eu tô fazendo o possível pra mudar depois do que você me disse hoje.

– Não sei Guilherme. Se você realmente tiver mudado, eu fico muito feliz por você. Mas se não, Parabéns! Você é um ótimo ator, merece o oscar de revelação do ano.

– Calma Marina. Vamos dar uma oportunidade pra ele.

Outra vez Carolina defendendo Guilherme.

– Mas falando em Dante, onde está ele? Dani olhando para os lados, enquanto as luzes do lugar começam a acender a noite chegar.

- Acho que ele já vem por aí. Olha lá ele. Guilherme apontando para a entrada da casa de seus avós.



Quer conhecer os personagens dessa história e muito mais?

Perdeu os capítulos anteriores?

Não perca o próximo capítulo, na próxima sexta-feira!
Até lá! 

William Brandão

sexta-feira, 15 de abril de 2016

► #oamorcomeça: Sol, amor & verão - cap. 6

Capítulo 06

Dante está sentado à beira da piscina com os pés dentro d’água. Já haviam passado algumas horas da provocação de Guilherme, mas ainda continuava chateado. Era desnecessário tudo o que tinha acontecido. Ficou sem graça de voltar ao salão, então resolveu ficar por ali mesmo. E se todos tivessem rindo da cara dele lá em cima? Melhor ficar por ali mesmo, se alguém aparecesse, fingiria que nada tinha acontecido.

Depois de um tempo envolvido em seus pensamentos, Dante resolveu para o seu reflexo na água. Analisou-se. Suas desesperanças aumentaram. Ele se acha feioso, desengonçado, sem jeito. Tirou os óculos e olhou-se dentro dos próprios olhos. Numa imagem embaçada, mas dava pra ver alguma coisa. Não tem jeito. Suas certezas estavam confirmadas.

– Olha pra isso! A Marina nunca vai querer olhar pra mim. Feio, desengonçado e sem jeito...

Guilherme estava descendo até à piscina, só de shorts. E ao se aproximar, por acaso ouviu Dante se lamentar. Com isso, ele diminuiu os movimentos para que Dante não percebesse sua presença e já começou a pensar em alguma coisa pra se vingar dele.

- E que legal... Logo hoje foi nascer uma espinha bem no meio da minha testa. Tenho certeza que ela estava o tempo todo aí e eu não percebi. Ótimo. Só me faltava isso. Estou cansado de buscar a imagem perfeita e nunca encontrar... Ah.. Como ela mesmo disse, somos somente “amigos”, que diferença isso faz? Ela deve gostar mesmo dos tipos como o Guilherme que...

Ao ouvir o seu nome, percebe ser a deixa para chegar até Dante.

– É, você pode ter razão.

Dante foi pego de surpresa de um jeito que não pode disfarçar. Chegou até a bater os calcanhares na piscina ao tentar se levantar. “Eu não tenho jeito mesmo. Desastrado!” pensou ele.

- Calma rapaz. Não precisa ficar com vergonha. Quem sabe eu possa até te ajudar a conquistá-la?

– Você? Me ajudar? Você nunca foi com a minha cara e nunca perde uma oportunidade de me zoar na frente dos outros.

– Eu, te zoar? Cara, se isso te magoa você tem que me falar. Nunca fiz por mal, queria te expor um pouco, já que você é tão “tímido” e fala pouco. E por mais cedo, foi muito mal mesmo, passei um pouco da conta.

Dante tinha um bom coração e geralmente, na verdade sempre, dava uma segunda oportunidade para as pessoas. E também na maioria das vezes percebia que havia sido passado pra trás. Pensava às vezes em mudar esse comportamento, mas seu coração era bom demais. E pra falar a verdade, gostava de ser assim. Só não de fazer papel de trouxa. Estava desconfiado de Guilherme, mas por que não tentar?

- Cara, confia em mim. Se você quiser eu posso te ajudar a conquistar a Marina.

– Não sei Guilherme...

– Vou te contar uma coisa, realmente ela gosta de tipos esportistas, charmosos e muito bonitos, como eu.

Humildade é uma grande característica de Guilherme #sqn

- Mas... Se você quiser eu posso te dar umas dicas e posso até te emprestar umas roupas, se você quiser, e te servirem, é claro.

Tudo estava muito estranho, mas Dante começou a se interessar. Mesmo fingindo que não.

- Mas e aí? O que me diz?

– Não sei, essa sua mudança assim tão de repente, da noite pro dia...

– É de coração, pra compensar tudo o que te fiz. Mas é você quem sabe... Vou te dar um tempo pra pensar.

Guilherme dá as costas para Dante e ameaça voltar pelo mesmo caminho que voltou. E caminhando diz:

- Mas não demore muito. Você sabe que amanhã pela manhã vamos embora. E quando voltarmos pro colégio vai ser muito mais difícil conseguir.

Tudo continuava estranho, mas ao se olhar novamente no reflexo da água da piscina por duas vezes, ele chama Guilherme:

– Espera! Tá bom, eu aceito. Acho que essa vai ser minha única chance.

Enquanto isso, Carolina observa tudo de longe, com um livro em mãos.

– Muito bem! Eu sabia que você iria tomar a decisão correta. Voltando-se para Dante novamente.

– E quando começamos?

– Agora mesmo se você quiser, meu amigo. Se quiser indo até a casa dos meus avós, já te encontro lá.

– Ok. Valeu mesmo cara. Nunca pensei que você pudesse ser tão legal comigo.

Dante se levanta entusiasmado e mancando um pouco, por ter batido os calcanhares.

– Por nada, quê isso. Pra que servem os amigos? – Dando um "tapinha" generoso nas costas de Dante

- Você vai ver que hoje mesmo, Marina só vai ter olhos pra você.

Carolina esbarra com Dante e sorri pra ele, percebendo seu entusiasmo, o que a deixa entusiasmada também ao falar com Guilherme.

– Parabéns! Tô vendo que o fora que a Marina te deu está te fazendo uma pessoa menos egoísta e mais altruísta.

– Isso foi um elogio ou o quê?

– Que bom que finalmente você percebeu que a Marina nunca teve olhos pra você. Os olhos dela sempre brilharam por outra pessoa.

– Tá bom, tá bom, já chega de frases filosóficas por hoje. Agora eu tenho que ir, nos vemos mais tarde, como o “novo” Dante.

Carolina desmonta sua pose de “machão” e suspira por ele. E começa a pensar que no fundo também é um pouco como Dante. Finge ser forte por fora, mas por dentro fica toda sem graça.

– Se você soubesse...


Quer conhecer os personagens dessa história e muito mais?

Perdeu os capítulos anteriores?
 
Não perca o próximo capítulo, na próxima sexta-feira!
Até lá! 

William Brandão

sexta-feira, 8 de abril de 2016

► #oamorcomeça: Sol, amor & verão - cap. 5

Capítulo 05

Ao perceber o clima, Igor se levanta e convida os amigos pra se levantarem e fazer alguma coisa para distrair.

– Tá galera! Agora já chega! Vamos dar uma animada aqui nesse lugar.

Ele tira o celular do bolso e coloca uma música animada para que todos dancem. Ele puxa Carol, que vai meio contrariada e antes que Guilherme possa se levantar, Dani chama Marina e os quatro começam a fazer coreografias engraçadas com a música que toca.

Dante levanta e se afasta um pouco do pessoal porque não quer de maneira alguma ser convidado pra dançar. Se já é desastrado naturalmente, imagine dançando.

Sozinho, e vendo que Dante também está só, Guilherme não quer perder a oportunidade de tirar onda de Dante e se aproxima dele.

– Dante! E aí meu chapa, o que você faz aqui sozinho? Deveria estar aí com uma gatinha batendo papo firme. Ops! Foi mal cara, esqueci que você nunca, ouviu bem? “Nunca” ficou com ninguém. Mas ainda bem que eu não tenho problema com isso... Num estalar de dedos eu tenho uma garota aqui na palma da minha mão. Todo mundo pensa que mulher é difícil, mas não é... Se você quiser eu te dou umas dicas ou posso até arrumar uma pra você quando voltarem as aulas. O que você prefere? Loira, morena, ruiva?

Durante o monólogo simpático e humilde de Guilherme, Dante ficou o tempo todo com cara de paisagem, segurando a vontade de dizer algo bem simpático para o querido “iniamigo”.

– Valeu, mas não.

Percebendo o desconforto de Dante, Guilherme continua.

– Pô véi, fala aí.

- Obrigado Guilherme. Se levantando e saindo do salão, em direção à piscina. Ao ver Dante sair, Marina vai até Guilherme, que já estava se preparando para seguir Dante e continuar atormentando-o.

– Guilherme, porque você sempre dá um jeito de tirar onda do Dante?

– Ah... Porque sim... Estava entediando de não fazer nada. Mas vamos falar de coisas mais interessantes, como eu e você. Gatinha, quer ficar comigo?

Guilherme tenta se aproximar de Marina abraçá-la e tentar roubar um beijo, mas ela se afasta totalmente surpresa com a atitude de Guilherme.

— Oi? Como assim? É claro que não Guilherme!

— Mas você não me acha bonito?

— Bonito? É claro que sim. Você é o garoto mais bonito que eu já vi na vida.

— E então? Você não quer o garoto mais bonito que já viu na vida?

— Acho que não, Guilherme. É que eu gosto de alguém...

— Alguém? Quem é esse alguém? Ele é mais bonito do que eu?

— Mais bonito? Acho que não... Mas ele é...

— Mais forte do que eu?

— Não, nem um pouco. Só que tem assim uma sensibilidade que me dá uma ternura...

— E os olhos? E os cabelos? Ele por acaso tem os olhos bonitos como os meus?

— Não, nada disso. Mas sorriso dele, então? Não dá pra resistir. Ele é tão tímido... Mas eu não tenho pressa. Nosso dia vai chegar. Há muito tempo eu espero pelo... Dan...

Guilherme não acredita no que acaba de ouvir e pensa ser Daniel, Danilo ou algo do tipo, mas logo percebe o olhar de Marina em direção à Dante.

– Dante? Você ia dizer Dante?

Em um momento normal, Marina não estaria dizendo nada disso, ainda mais para Guilherme. Mas ao pensar em seu amor, ela acaba se entregando toda. E assim, ela percebe que acaba de dizer algo pra quem não deveria dizer.

– Eu não disse nada.

– Você só pode estar louca, Marina o que tu viu nesse... Nerd quatro olhos?

– O que eu vi dentro dele, eu não vi dentro de você. E quer saber? Isso aqui não é uma entrevista de emprego pra eu te responder todas as suas perguntas. Esquece tudo o que aconteceu aqui. Ninguém tem porque saber isso.

– Mas Marina...

– Mas nada! Já chega!

Marina sai super envergonhada em direção às amigas e à Igor, que perceberam que a conversa dos dois não foi muito agradável. A única preocupação de Marina é se Dante havia ouvido. Não tinha certeza, mas provavelmente não, já que ele estava bem longe quando ela começou a conversar com Guilherme. Carolina ficou visivelmente emburrada com a conversa e todos percebem. O clima não ficou legal depois disso e Igor, como sempre tentando apaziguar a situação, lembra que trouxe jogos e convida os amigos para jogar Uno. Guilherme foi até o banheiro e depois desapareceu durante toda a tarde.


Quer conhecer os personagens dessa história e muito mais?

Perdeu os capítulos anteriores?

Não perca o próximo capítulo, na próxima sexta-feira!
Até lá! 

William Brandão

sexta-feira, 1 de abril de 2016

► #oamorcomeça: Sol, amor & verão - cap. 4

Capítulo 04

Depois de um belo almoço regado à pão, molho de salscinha e batata palha, ou o famoso cachorro quente; com sucos de abacaxi e laranja, Carol, Dani, Guilherme e Igor estavam procurando a melhor sombra para estenderem redes e poder balançar. Enquanto isso, no salão, Marina acabara de ajudar a avó de Guilherme, a Dona Lu, na cozinha e estava sentada em um banco, debruçada sobre a mesa, vendo algo no celular.

Na verdade, não era nada de interessante, apenas abria e fechava os aplicativos – sem nenhuma novidade – pra passar o tempo, já que não tinha paciência para joguinhos de celular. Havia gostado de dois ou três, mas já tinha enjoado. E além disso, consumia muita bateria.


Depois de lavar as mãos e o rosto no banheiro, Dante caminhava distraído até o salão, enxugando o rosto e os óculos em uma toalha.

Dante era um pouco desastrado e seus óculos não ajudavam em nada. Era frouxo atrás e qualquer movimento de abaixar ele o derrubava. E foi o que aconteceu. Enquanto abaixava o rosto pra coçar o nariz, os óculos escorregaram e caíram dentro da pia. Certa vez, distraído, derrubou-o dentro do vaso sanitário. E não foi legal.

Como estava sem óculos, não enxergava um palmo à sua frente. Sua concentração em tentar enxergar sem os óculos foi interrompida com um doce som.

Sabia de quem era a doce voz, que parecia mais uma orquestra harmônica, sinfônica e todos os ônicas possíveis acompanhadas de belos pássaros cantores.

Tá bom, nem tão exagerado assim. Era apenas uma voz gostosa de ouvir.

– Dante! Vem, senta aqui.

Era o som da voz de Marina. Sem saber o que dizer, Dante pensou em dar meia volta, mas sorrindo meio encabulado e morrendo de vergonha, sentou–se um pouco longe dela.

- O que houve Dante? Derrubou os óculos outra vez?

- Não, não é isso. Eu resolvi lavar, tava um pouco sujo.

Tá. Era mentira, mas dizer que ele tinha derrubado os óculos mais uma vez não era uma boa ideia no momento, melhor do que ouvir :”Poxa Dante, outra vez? Como você é desastrado!”. Talvez ela não falasse, mas com certeza pensaria.

- Não conseguiu secar?

Somente ao ouvir a pergunta, que Dante percebe não ter colocado o óculos na cara. E ao colocar, as lentes estavam embaçadas.

-É, acho que não foi uma boa ideia.

Marina se aproxima dele e o perfume doce, uma mistura de flores e frutas fica mais intenso.

- Se você quiser eu limpo pra você. Eu tenho um paninho aqui.

Antes mesmo de ele recusar ou dizer qualquer coisa, Marina tomou o óculos de suas mãos e em menos de dois minutos o entregou como novo.

- Obrigado Marina, não precisava se incomodar.

- Imagina! E.. Porque você não foi ficar com a gente na beira da piscina mais cedo?

- Pois é... Precisava ler aquele livro, estava muito quente também e o meu protetor solar acabou.

Demorou um pouco pra ele pensar em uma desculpa, então resolveu dizer as três mais fáceis que vieram à sua cabeça no momento.

- Entendi... Por que você não me disse? Eu te emprestava um pouquinho do meu protetor solar. Quer que eu passe em você amanhã? Afinal, amiga é pra essas coisas!

– Amiga?

– Sim, somos amigos, não?

Dante ficou um pouquinho decepcionado com a resposta. Mas era verdade, eles eram só amigos. Nunca passaria somente disso.

– Sim. Estudamos na mesma escola, na mesma sala desde a terceira série.

O barulho de conversas começa a aumentar e logo atrás deles, se aproximam os garotos e garotas para pegar mais suco. Conforme a galera foi chegando,eles preencheram os vazios que haviam entre Dante e Marina, fazendo-os ficarem afastados um do outro. Guilherme senta-se ao lado de Dante e faz questão de ladrar aos ventos.

- Estávamos pensando e jogar uma bolinha depois Dante. Ah, eu esqueci que você não se dá muito bem com esportes. – Cínico? Nem um pouco, “magina”.

– Guilherme, por favor! – Marina visivelmente irritada.

– Que foi? Eu não disse nada demais, não é mesmo Dante?

– É.

Ah, se esse "é" falasse mais do que uma simples afirmativa...



Quer conhecer os personagens dessa história e muito mais?

Perdeu os capítulos anteriores?

Não perca o próximo capítulo, na próxima sexta-feira!
Até lá! 

William Brandão


sexta-feira, 25 de março de 2016

► #oamorcomeça: Sol, amor & verão - cap. 3

Capítulo 03

Depois de alguns minutos de desespero, um certo escândalo, mais desespero e alguns risos disfarçados dos colegas, finalmente Guilherme conseguiu se acalmar. Ele implorava por um espelho, mas não havia nenhum por perto. Até que Marina se lembrou de ter um pente com espelho na bolsa. Foram com Guilherme para baixo da sombra da árvore, que já estava ficando escassa.

- Quanto tempo eu fiquei debaixo do sol? – Pergunta Guilherme voltando a se desesperar com o que via no espelho: Seu rosto vermelho e um pouco marcado pelos óculos de sol.

- Calma, calma, não é pra tanto! – Dani tentando-o acalmar.

– Umas duas horas. Disse Igor olhando para o relógio, tentando disfarçar o riso.

– Quê? Porque vocês não me avisaram? Agora o meu rosto...

Visivelmente desesperado, Guilherme se controla pra não chorar, mas no fim, acaba chorando. Marina olha para Igor com cara de desaprovação, e ele fica um pouco sem graça, mas dá de ombros.

– Calma, calma. Você não ficou nem 10 minutos ali. Calma, respira. Vem comigo, eu tenho um creme pra passar, se você quiser.

Se acalmando um pouco, Guilherme aceita e Marina ajuda-o a se levantar, acompanhando-o em direção ao salão onde estavam suas coisas. Igor e Dani permanecem ali, sentados observando-os subir.

- Tanto escândalo por uma bobeirinha de nada. Exagero? Nem um pouco. Igor diz, se acomodando sobre a toalha onde havia se sentado Marina.

– Pois é. Dani dando de ombros enquanto desce os óculos escuros dos cabelos.

- Agora me diz. Pra que tanta vaidade?

- Eu acho que isso não é apenas vaidade não.

- Porque você diz isso?

- Eu acho que tem alguma coisa mais aí.

- Pra mim é frescurite.

- Ele faz de propósito pra ficar mais perto da Marina.

– Mas que jeito estranho de se aproximar dela...

- Pois é. Cada um joga com as armas que sabe usar. Mas que é estranho, é.

Igor percebe a jarra de suco, que já está quente, mas ainda assim se serve.

- Você veio com um par de cada chinelo?

- Pois é, acabei dormindo demais e perdi o horário. Não percebi quando calcei os chinelos. Mas isso é moda, mal terminei o colegial e já estou lançando tendência!

- Típico de você!

Os dois começam a rir e se sentam à beira da piscina, curtindo o pouco de sombra que ainda restava.

Enquanto a hora do almoço não chegava e o tédio começava, Dante resolveu se levantar e dar uma volta entre as árvores da chácara. Próximo aos banheiros haviam uns banquinhos que davam vista à um belo jardim florido, cultivado pelos avós de Guilherme. Perdido em seus pensamentos, ele observava formigas carregando pedaços de folhas à um formigueiro logo a frente. Ele ficou tão concentrado que não percebeu Carolina passando e logo ao sair do banheiro se aproximar dele e sentar ao seu lado.

- Eaí Dante?

Dante se assusta encolhendo os ombros próximo à cabeça, e tentando fingir que não se assustou.

- Oi Carol!

– Não quis ficar com a gente, não?

Dante dá de ombros e sorri de leve.

- Fugiu por que, hein?

– Nada não...

– Hum... Tá muito quente hoje, né?

– É... – diz Dante mais uma vez dando de ombros.

– Mas então, o que você veio fazer aqui sozinho?

– Quis tomar um pouco de ar e pensar um pouco.

Hum... Até já sei em quem você deve estar pensando. É na Marina, não é?

Ao ouvir o nome de Marina, Dante não consegue disfarçar o nervoso que sente. Ele sente o coração acelerar, as bochechas avermelharem e a testa suar um pouco mais. Tentando controlar a respiração, abre um sorriso sem graça.

– Não, não é nada disso. Não estou pensando em ninguém.

— De que adianta a boca falar que não e seus olhos dizerem que sim? Os olhos são o espelho da alma, mostram o que está por dentro.

Dante nada diz, mas ainda continua a tentar controlar a respiração e enxuga com o braço o suor da testa. Depois de perceber que não adianta disfarçar – afinal, ele nunca foi bom nisso; e cá entre nós, isso só falta estar tatuado de verdade na testa de Dante -, ele então vira o rosto para Carol e sente que não precisa dizer nada. Logo ele fixa o olhar nos olhos dela.

- Não precisa dizer nada. Já entendi. Mas porque esse olhar tão triste? Dante não responde. Por quê?

— É que eu... Eu não sou como... como ela gosta...

– Você é como é. Você é único. Se fôssemos todos iguais, “perfeitos”, qual seria a graça?

– Mas ela não gosta de gente como eu... Como eu vou... - Dante sente vergonha em dizer.

– Conquistá-la? Isso, meu amigo... - Carolina se levanta, arruma as suas roupas e o boné - Você vai ter que descobrir. Carolina começa a caminhar em direção ao salão e após um tempo, Dante a grita:

– Carolina!

– Sim.

– Obrigado pela conversa. Eu nunca pensei que você...

–Nunca pensou que eu fosse... sentimental, sensível ou algo do tipo? Pois é, por isso nunca devemos julgar um livro pela capa. Apesar de estranha, nele pode haver muitas coisas boas.

Dante sorri de leve. E começa a pensar, novamente observando o jardim:

- “Como eu vou conquistar essa garota?”


Quer conhecer os personagens dessa história e muito mais?

Perdeu os capítulos anteriores?

Não perca o próximo capítulo, na próxima sexta-feira!
Até lá! 

William Brandão

sexta-feira, 18 de março de 2016

► #oamorcomeça: Sol, amor & verão - cap. 2

Capítulo 02 

No dia seguinte, logo pela manhã, os amigos se encontram em frente ao colégio. O pai de Igor os levou até o lugar combinado. Tá certo que não era a grande chácara que eles imaginavam, mas “era o que tinha pra hoje”. Ali havia um pequeno salão onde funcionava uma espécie de lanchonete que servia alguns visitantes durante os finais de semana em períodos de alta temporada. Logo na entrada havia uma casa, onde moravam os avós de Guilherme e ao fundo, havia uma piscina média e à direita um campo de grama. O espaço era rodeado por árvores altas e de sombra, que davam pra armar redes.

Logo que chegaram, cada um dos garotos começou a preparar e a organizar suas coisas. Já que não havia ninguém na lanchonete, decidiram montar as barracas ali mesmo. Caso chovesse ou ventasse muito, estariam protegidos. Depois de tudo arrumado, as meninas foram se trocar, Igor e Guilherme foram dar uma volta e Dante se sentou debaixo de uma árvore que fazia uma enorme sombra.

Ele sabia que era um dia pra se divertir, interagir com o pessoal, mas por via das dúvidas levou alguns livros, caso se sentisse só, mesmo no meio da galera. A piscina tinha uma cara muito boa e refrescante. Mas como ele era claro demais, iria ficar vermelho rapidinho . Da última vez não foi nada agradável, mal conseguiu dormir durante uma semana - e não queria passar por aquilo novamente. Então, sombra e um bom livro eram o suficiente pra ele naquele momento.

Enquanto trocava de capítulo, Dante observou as meninas descendo em direção à piscina. Estavam lindas. Marina principalmente. Apesar do calor, nenhuma delas colocou biquíni. Preferiram vestir roupas leves. Marina estava com uma blusinha e shots rosa que faziam quase um degradê com o seu calçado e com a tolha que carregava. Dani vestia uma blusinha laranja e shorts azul e levava uma garrafa grande de suco. Já Carol vestia calção de futebol largo e uma camiseta azul, e claro, seu inseparável boné. O que fazia muito sentido usar naquele dia quente, com sol à pino, já quase às 11h da manhã.

Ao se aproximar de Dante, Marina deu um sorrisinho e ele ficou todo sem graça, sem conseguir disfarçar que estava olhando pra ela. Tentou fingir que estava concentrado em alguma coisa na página em que estava lendo, mas logo percebeu que de alguma forma o livro estava virado ao contrário. Aí sim, ele ficou ainda mais sem graça e se sentindo como um idiota.

Foi então que Carolina acenou pra ele, e mexeu com a cabeça em sinal de reprovação:

-Mas você não se cansa menino? Só por hoje deixe esses livros de lado!

- É, vem sentar com a gente! – Disse Dani.

Ele esperou que Marina dissesse algo, mas não o disse, ela apenas sorriu.

- Depois eu vou! Estou chegando numa parte muito interessante do livro. – Disse ele, envergonhado.

Tudo bem! – Finalizou Carolina antes de darem os próximos passos em direção à piscina.

Dante então ficou se questionando se tinha sido uma boa ideia ter ficado ali ou tê-las acompanhado. Ainda mais depois que as ouviu rindo ao chegarem à beira da piscina.

- Com certeza estão rindo de mim. – Pensou ele.


Já à beira da piscina, as meninas começaram a rir ao perceberem que Dani estava calçando um chinelo de cada cor. Depois disso, encontraram um cantinho da piscina com um pouco de sombra e estenderam as tolhas sob a grama. Do outro lado, Igor e Guilherme estavam deitados em cadeiras de praia e tomando sol há alguns minutos e não demorou muito para que Guilherme pagasse no sono. Dani, Marina e Carol já sentadas sob suas respectivas toalhas, começaram a tomar suco de uva enquanto conversavam. Já Dante não conseguia tirar os olhos de Marina. Em algumas vezes, ela retribui o seu olhar e ele se derretia todo, enquanto tentava se esconder atrás dos livros.

- Meninas! Estou morta de cansaço e de sono - diz Dani, que sempre foi a mais preguiçosa e dorminhoca da turma.

- É melhor você se acostumar, meu bem. Porque na segunda-feira começa tudo de novo. Acordar cedo, tomar banho e correr pra chegar à tempo na primeira aula – responde Carol.

- Mas eu acho que agora nesses dias vamos poder descansar bastante. Apesar de ser só um final de semana. Na verdade nem todo um final de semana, masss... É uma pena que nem todos puderam vir. Ia ser muito legal. – Marina diz um pouco triste.

- Fica assim não amiga. Eles que perdem. E cá entre nós, tá melhor só a gente aqui mesmo. Não iria suportar o trio das populares dando seus chiliques e contando sobre as suas viagens e estadias em hotéis caros de Santa Catarina.

- Nem me fala viu. Eu tenho uma raiva de pessoas assim. Que querem se aparecer pelo dinheiro e as coisas que tem – Carolina já começa a ficar nervosa, suspira, mas logo se acalma.

– Mas o pior mesmo, são aqueles que não tem nada e se acham a última bolacha do pacote.

- Com certeza – concorda Dani.

- De uma coisa eu sei, em meio de tanta superficialidade, amo muito o carinho que recebo de vocês, pois sei que é sincero – Marina olha para o lado onde estão Guilherme e Igor e depois para Dante. Bom, pelo menos entre as meninas.

– O que você quis dizer com isso? – Carolina não entende e Dani muito menos.

Percebendo que não entenderam seu desabafo, Marina deixa pra lá e pede para que Dani a sirva mais suco. Após alguns momentos de silêncio, e cada uma das meninas deitadas sobre suas toalhas, Marina se senta novamente e interrompe o silêncio entre elas.

- Sabe meninas, estive pensando agora, e logo vamos terminar o colegial, e não seremos mais adolescentes. Vamos crescer, ser adultas e ir por caminhos diferentes. E pode ser que algum dia percamos o contato e não sabemos se vamos nos ver novamente algum dia.

- Nossa, mas que deprê. Por que você foi me lembrar disso? – diz Carol coçando os olhos pela claridade.

- É verdade! E se nos vermos, não vai ser a mesma coisa... – Dani começa a ficar triste com a situação.

- Até porque cada uma vai pra um lado. Eu vou fazer Educação física, a Dani moda e a Mari quer ser jornalista. E ainda por cima em faculdades diferentes – conclui Carolina.

Do outro lado, ao sentir o sol muito quente, Igor se levanta e vai até as meninas e percebe suas caras de desânimo. As meninas contam sobre a conversa que acabaram de ter e Igor diz para que eles se reúnam e façam um fogueira e coloquem uma música para dançar, ou algo do tipo antes de irem dormir. As meninas acreditam que não seja uma boa ideia, por os avós de Guilherme morarem ali. Igor diz que eles não se importam, desde que o barulho vá até determinada hora. As meninas se empolgam e ao olhar para debaixo da árvore onde Dante estava, Marina percebe que ele havia sumido de lá. Antes de dizer algo, é interrompida por Carolina.

– E o que aconteceu com o Guilherme pra até agora não ter vindo aqui?

– Eu acho que ele dormiu – responde Igor desinteressado.

– Será que a gente deve avisar ele? – Dani sarcástica.

– Deixa ele se torrar um pouquinho. Igor responde. Ele disse que vai fazer - fazendo um gesto engraçado e uma entonação de voz divertida - uma limpeza de pele quando voltar pra cidade.

Todos riem, menos Carolina que se sente um pouco irritada com a brincadeira e resolve ir até o banheiro.

– Acho melhor acordarem ele. Ele vai ficar insuportável se sair uma manchinha sequer em seu belo rosto. Eu vou no banheiro, depois a gente se vê.

- É gente, acho que a Carol tem razão. Concorda Marina, que em seguida começa a gritar:

- Guilherme! Guilherme!

Ao perceber que ele não responde, os três se levantam e vão até onde Guilherme está deitado. Ao tocar no braço de dele, Marina o percebe muito quente. Então após algumas chacoalhadas, ela resolve gritar novamente:

- Guilherme! Guilherme!

Ele acorda assustado e ao perceber que todos estão olhando pra ele preocupados, ele se desespera.

– Que que foi? Meu Deus... Sol...

Ele começa a tocar seu rosto e o percebe muito quente.

- Meu rosto... Ah meu rosto!

Quer conhecer os personagens dessa história e muito mais?

Perdeu o capítulo anterior?

Não perca o próximo capítulo, na próxima sexta-feira!
Até lá! 

William Brandão

sexta-feira, 11 de março de 2016

► #oamorcomeça: Sol, amor & verão - cap. 1

Capítulo 01

O último verão passou rápido para os garotos que acabaram de terminar o 2º ano do Ensino Médio. É final de fevereiro e nenhum deles está afim de que chegue o fim do verão e o começo das aulas. Estão certos de que é o último ano do colegial, mas o primeiro de muitos desafios que apenas começam. Dizem que todo fim implica em novos começos e querendo ou não, a vida é assim. Nada termina, apenas ciclos se finalizam e dão início à novas coisas.


Pra tentar animar um pouco a galera, se encontrar, relaxar e aproveitar o sol – quente e por vezes insuportável -, Marina, a líder de turma – que com certeza continuaria no cargo durante o próximo ano – pensou em organizar um passeio longe da cidade, saindo no sábado e voltando no domingo de manhã. Algo como campo, praia, piscina ou, enfim... Em que todos pudessem se reunir e curtir o final de semana entre amigos. Mas claro, tudo com respeito e sem bebidas alcoólicas.


Foi difícil conseguir reunir todo mundo e que todos concordassem, afinal, sua turma é a mesma desde a oitava série e poucas pessoas entraram desde então. Só Guilherme, que veio da capital – e que fica pegando no seu pé desde o ano anterior. Mesmo todos se conhecendo desde então, sua turma nunca foi muito unida, apenas alguns grupinhos que se uniam com outros grupinhos. Então, já sabia que se conseguisse mais de 15 pessoas seria muita coisa.


O passeio seria logo após o fim das aulas, em dezembro, mas acabou que várias coisas foram acontecendo, pessoas viajando, festas chegando... e tudo teve que ser adiado. Mas Marina não queria perder a oportunidade de sair um pouco da rotina e responsabilidades do dia a dia, já que nas férias sempre tinha que ficar cuidando dos primos, enquanto sua tia saía para visitar os parentes e velhos amigos com a sua mãe. Não é que eles fossem chatos, mas não queria ter que ficar com eles enfornada em casa, só isso.


Foi difícil encontrar algo que pudessem fazer naquele último final de semana antes de começarem as aulas. Quando estava a ponto de desistir, Guilherme apareceu com a ideia de irem para a chácara de seu avô. No começo pensou em não aceitar, mas como era fim de temporada, tudo estava muito barato, e teriam adultos por lá, por qualquer coisa. Então ela fechou e avisou todos os amigos.


Na quadra de baixo estava Dante. Passou todas as férias em casa e mal saiu no portão. Só quando Igor o chamou algumas vezes para ir até a sua casa jogar videogame. Mas ainda assim, foram poucas vezes. Dante sabe da responsabilidade que implica estar indo para o terceiro ano do ensino médio. Ao final daquele ano ele precisava ter a maior certeza absoluta – se é que essa expressão existe – de qual profissão iria seguir dali pra frente. Era uma responsabilidade enorme. Seus pais não ficavam tanto no seu pé, mas sempre perguntavam qual faculdade ele escolheria no próximo ano. Ele ficava aflito de responder, porque não sabia exatamente o que queria fazer “para o resto da sua vida”.


Além disso, estava cansado de ficar com cara de bobo toda vez que via Marina passar ou quando eles por acaso tinham que fazer um trabalho juntos. Tá, sempre teve cara de bobo, mas ultimamente não conseguia disfarçar. Nem um pouco. Isso tudo não seria um grande problema se ele não fosse tímido. Se ele tivesse coragem de dizer o que sente talvez tudo já tivesse se resolvido. Mas sua insegurança o deixava um pouco paralisado. Mas isso já tinha se tornado um objetivo para o ano. Saberia o que fazer da vida e tentaria dizer o que sente para Marina. Ou pelo menos um dos objetivos tinha que cumprir. Ou pelo menos tentar.


Quando soube do passeio pensou em não ir, porque Guilherme estaria lá e ele não estava afim de interromper o seu momento de paz, calmaria e tranquilidade até as 7h30 da manhã da próxima segunda-feira. O último ano foi terrível com as provocações de Guilherme, mas nesse ano tentaria não dar tanta bola pra isso. Não faria nada – nada diferente do que sempre fez. Mas dessa vez tentaria não ficar triste ou emburrado com as palhaçadas e piadinhas do carinha popular. Mas pensando bem, Marina estaria lá e isso seria legal. Apesar de não ser tão amigo, Igor também, e Dani e Carol. Talvez fosse legal. Por via das duvidas ele se trancaria em sua barraca e sairia de lá quando fosse a hora de ir embora.


Marina ficou surpresa ao saber que apenas ela, Guilherme, Dani, Carol e Igor iriam. Mas pelo menos suas amigas estariam lá. Sentiu-se um pouco triste por mais ninguém ir. Mas já que era o jeito – e como já tinha confirmado também...


Enquanto fazia a relação das coisas que teria que levar e organizando quanto cada um deveria contribuir, ficou surpresa com uma mensagem de Igor dizendo que Dante também iria. Marina assim que leu, deu um risinho de leve e pensou em voz alta:

- Dante? Mas ele nunca sai pra nada! Essa eu quero ver.


Quer conhecer os personagens dessa história e muito mais?

Não perca o próximo capítulo, na próxima sexta-feira!
Até lá! 

William Brandão

sexta-feira, 4 de março de 2016

► #oamorcomeça: Conheça Sol, amor & verão ♥


Depois de muito tempo sem escrever, decidi voltar a me dedicar a esse hobbie que me deixa muito contente: escrever e criar histórias. Os últimos anos foram bem corridos na minha vida, então acabei deixando isso um pouco de lado. Mas agora estou voltando.

Pode ser que eu esteja enferrujado, mas decidi espanar a poeira e tentar. Bom, a história que apresento à vocês é Sol, amor e verão. Escrevi ela há alguns anos como teatro, inspirado em um livro que li muito rapidamente, chamado "Como conquistar essa garota", de Pedro Bandeira. Conforme fui lendo, percebi que tinha alguns personagens guardados e que poderiam criar uma versão diferente dessa história.

Pois então escrevi um teatro, mas não cheguei a levá-lo pro palco. Postei esse texto na internet, em um banco de dados de textos teatrais e resolvi resgatá-lo. Agora estou reescrevendo ele,  acrescentando muitas coisas que ainda não tinha pensando e adaptando-o para postar um capítulo/cena por semana. Então, apresento à vocês:


 Enquanto o fim do verão se aproxima, o amor apenas começa.

"Antes das aulas voltarem, a turma do novo terceiro ano resolveu curtir o último final de semana de folga longe da cidade. Entre eles, está Dante, que é apaixonado por Marina desde o primário. Ele não tem coragem de dizer tudo o que sente por ela, pois além de nerd e tímido, se acha muito feio. 
Mas dessa vez, resolveu que seria diferente.
Dante não está sozinho na briga pelo amor de Marina. Guilherme, o típico bonitão, também é apaixonado por ela e vai fazer de tudo para conquistá-la.
Quem vai ficar com Marina? Dante ou Guilherme?"


Espero que curtam, se divirtam nas próximas sextas, porque #oamor estará por aqui. É a primeira história de muitas que virão. 

Até a semana que vem com o primeiro capítulo! (Só pra não dizer que eu sou chato, deixo um trechinho do primeiro:

"O último verão passou rápido para os garotos que acabaram de terminar o 2º ano do Ensino Médio. É final de fevereiro e nenhum deles está afim de que chegue o fim do verão e o começo das aulas. Estão certos de que é o último ano do colegial, mas o primeiro de muitos desafios que apenas começam. Dizem que todo fim implica em novos começos e querendo ou não, a vida é assim. Nada termina, apenas ciclos se finalizam e dão início à novas coisas."

Agora sim, até a próxima! 
William Brandão


terça-feira, 1 de março de 2016

► E "O amor já vai começar!" ♥


Bom, mas porque “O amor já vai começar”?

Isso começa bem lá atrás... 

Desde muito pequeno minhas paixões sempre foram escrever e desenhar, enfim, criar. Se eu pudesse criar, ficava feliz. Sempre imaginei histórias e personagens que pudessem se tornar reais.
Assisti muita coisa na minha infância, adorava TV e sempre foi algo que gostei. Ficava imaginando como seria se as histórias e as personagens fossem de outra maneira. 

Durante vários anos fiz teatro, e nesse tempo, tive a oportunidade de colocar em prática esse desejo que já tinha, tanto na interpretação e depois com o tempo, a escrita de textos e também a produção de espetáculos. Sempre estando envolvido na criação, parte que me atrai um pouco mais. Escrevi vários textos e alguns deles foram ao palco.  

Muito do que eu escrevi ou não se encaixava ou não era viável de produção no momento. Mas esses textos sempre ficaram guardados em mim e no meu computador, com certeza. Cada ano que passava eu tentava produzir, não saía do papel. Mas cada vez eu reescrevia e ia acrescentando mais histórias. Assim surgiu O amor já vai começar, que como já disse aqui, já assumiu várias formas: espetáculo de teatro, série de TV, livro... Mas sempre ía ficando guardado. 

O amor já vai começar é uma história adolescente, que vai falar sobre esse universo, de uma maneira mais leve e descontraída. E a sua base é: “Apaixonante e inocente como o primeiro amor”. O tema principal como o nome já diz, é o amor.

Dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece, então, porque não relembrar um pouquinho dos sentimentos que balançavam nossos corações nessa época?

O amor e a amizade são dois temas de grande importância para os adolescentes. Nessa fase eles começam a descobrir que o amor pode começar de repente, quando menos se espera. O amor à um sonho, o amor à uma profissão, o amor de amigo, o primeiro amor, o amor à primeira vista, ou até a terceira ou quarta... Ele não tem hora para chegar.

Acredito que com a modernidade e com tudo o que vem acontecendo, muita coisa foi se perdendo. E esse é o objetivo, tentar resgatar de alguma forma as coisas que foram se perdendo no dia a dia. Não sei se vou conseguir, é uma tarefa difícil, que demanda tempo, força e dedicação, mas porque não arriscar?

Leve o tempo que levar, vamos tentar. Tudo isso foi (e será) feito com muito carinho e dedicação.

E tudo isso é o começo, que venham ainda mais coisas boas!
Naveguem pelas abas acima para descobrir ainda mais coisas sobre O amor já vai começar!




Aqui neste blog vou contar histórias, pensamentos, frases, versos e muitas coisas relacionadas ao amor, a amizade, sonhos... de minha autoria, ou não. Além de várias dicas especialmente pensadas pra vocês. Enquanto a websérie não começa, vamos nos conhecendo. Espero que vocês curtam, compartilhem e se divirtam! Quem sabe "o amor possa começar" de repente, quando menos se espera?

Toda terça, quinta e sexta tem postagem nova.  Nos acompanhem também pelas redes sociais!

William Brandão ;)