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sexta-feira, 29 de abril de 2016

► #oamorcomeça: Sol, amor & verão - Último capítulo ♥

Capítulo 08

Lá vinha o “novo” Dante. Vestia uma calça jeans dessas de estilo desbotado e rasgado, da moda “acabei de sair de uma guerra, mas lavou tá nova”, sem cinto, então a cada três passos ele tinha que levantá-la pra não aparecer nada de mais. Uma camiseta baby look escura que parecia um pouco apertada, tênis esportivo escuro e óculos de sol por cima do óculos que usava. E como estava escurecendo, sua visão estava um pouquinho mais comprometida. Então vinha calmamente tentando andar do jeito que Guilherme disse que ele devia andar, tomando cuidado para não tropeçar. Como não pegou direito o jeito de andar, o cuidado era dobrado.

A reação de todos era bem diversa. Guilherme tentava disfarçar o riso. Queria esculachar Dante, dando roupas estranhas para ele vestir, mas isso era impossível, pois todos suas roupas eram muito elegantes e da moda, e de alguma forma combinavam entre si. De qualquer jeito, nada ficaria bom, Dante não tinha seu estilo, qualquer coisa ficaria ruim nele.

Carol estava feliz pela mudança, mesmo achando um pouco estranha. Dani tentava pensar que estilo era aquele, talvez, “descolado demais?”. Igor só se conteve ao pensamento: “Nossa que nada a ver!”. E Marina já estava nervosa com Guilherme, por saber das suas intenções. E Dante o que achava? “Ah, era um pouco estranho e não tinha nada a ver com ele. Mas, o que não se faz para vencer os seus medos?”

Ao se aproximar dos amigos, acabou tropeçando e o óculos de sol caindo no chão. Ele logo se apressou para pegar, sorrindo e pensando que nunca iria perder o seu jeito atrapalhado. Guilherme se aproxima e se apoia nele, num "quase abraço".

– Aí está o Dante. Como vocês podem ver, ele está bem diferente e tudo graças a mim.

- Eaí galera. Tudo bele com vocês?

Ele falava um pouco pausadamente, como se tudo o que falasse tivesse sido ensaiado. Tinha se esforçado para falar o mais natural possível, mas era difícil. Carolina sorridente o cumprimenta.

– Tudo sim Dante! Pelo o que eu vejo você está muito bem! Parabéns pela mudança.

– Obrigado. Marina, posso bater um papo... firme com você.

– Claro, acho que nós precisamos conversar.

– Pois é gente, eu preciso contar uma coisa urgente pra vocês. Venham comigo.

Praticamente empurrando os demais para a árvore acima, Carolina leva Guilherme, Dani e Igor de perto de Dante e Marina, que se ajeitam para sentarem próximo a piscina. Dante tinha uma espécie de “cola” que conferia apressado, enquanto Marina não estava olhando pra ele.

– O que você quer contar de tão urgente? – Igor impaciente, querendo saber o que Dante e Marina conversariam.

– Dã, seu inteligente! Não está vendo que era só uma desculpa pra deixar os dois conversarem a sós? – diz Dani cutucando o braço de Igor.

– É, mas eu acho que isso não vai dar em nada. Eu fiz o possível, mas não posso fazer milagres.

– Vendo agora como você fala, preferia que você não tivesse feito nada pra ajudar.

Carol sente uma pontinha de desapontamento.

– Nossa! É isso que eu ganho? Eu ajudo de coração e vocês ainda reclamam. Eu já disse, não posso fazer milagres.

A vítima querendo apa... quero dizer, Guilherme sendo sempre simpático.

– Eu acho que você fez tudo isso de propósito. Só pro Dante pagar mico e passar vergonha na frente da Marina. Eu vou acabar com isso agora mesmo.

Carolina ameaça ir até eles, mas Guilherme a segura pelo braço. Nesse momento, ela sente um baque, porque Guilherme nunca tinha sido tão agressivo assim.

– Me solta!

– Não. Você não vai atrapalhar meus planos. A Marina vai ficar tão decepcionada e vai dar um fora no Dante que ele nunca mais vai querer saber dela. Ela vai ficar toda sentimental e eu vou estar aqui pra consolá-la.

- Guilherme, você é um idiota mesmo! A Marina nunca vai te dar bola. Ela ama o Dante e você nunca vai poder fazer nada pra mudar isso.

- Você não sabe de nada!

- Como eu pude me apaixonar por um cara tão fútil, superficial e tão egoísta como você?

Ao ouvir, Guilherme fica chocado, que a solta. E pensa: “eu sou um cara irresistível mesmo...” Mas depois para e pensa. É A CAROL!

- Han? Garota, do que você tá falando?

- Isso mesmo o que você ouviu.

- Você pode estar brincando...

Carolina fica muito nervosa, sentindo um misto de decepção e alguma coisa que ela não soube explicar, tirou o boné - que dificilmente tirava da cabeça, e revela uma linda garota com seus cabelos ondulados. Guilherme fica mais surpreso.

– Não é possível... Só você não vê que eu sou apaixonada por você à muito tempo e só comecei a me interessar por futebol pra ficar mais perto de você. E mesmo assim, você nunca olhou pra mim.

– Isso é verdade... Eu acho que estava sem óculos quando não te olhei... Rapaz... Você tá tão bonita. Vamos bater um papo aí, gatinha...

Ele tenta se aproximar de Carol, mas ela o afasta.

– Você tá tirando uma com a minha cara né? Agora sou eu quem não quer saber nada de você. Você vai ter que ralar muito pra chegar a ter alguma coisa comigo.

Carolina saiu nervosa até o salão onde estavam suas coisas e Guilherme foi atrás dela correndo desesperado. Nunca tinha olhado pra Carolina mais do que alguns segundos. Dani e Igor ficaram sem reação que mal sabiam o que falar ou fazer. Ficaram alguns momentos parados e olhando um pra cara do outro sem entender nada. Tanto que demoraram um pouco pra assimilar o que estava acontecendo. Quando perceberam saíram correndo atrás dos dois para ver o que aconteceria, até acabaram esquecendo de Dante e Marina.

E por falar neles, que também ficaram sem reação com o ocorrido. No fim acharam melhor mesmo que todos tivessem ido para outro lugar. Assim poderiam conversar melhor. Ficaram alguns minutos em silêncio, até que Dante tomou a iniciativa de iniciar a conversa de uma forma bem original - depois de tentar pegar o papel onde estavam anotadas as coisas que ele deveria dizer e derrubá-lo.:

– Mas então... Tá tá quente né?

– Dante, por favor, já chega. Me dá esse papel aqui. Você não precisa disso.

– Mas...

Marina toma da mão de Dante o papel, rasga e joga os pedaços na piscina.

– Dante, você não precisa mudar pra me conquistar. Não importa se você é tímido e se veste um pouco "original" às vezes. Eu gostei de você assim, do jeitinho que você é.

– Tem certeza? Eu sou assim, tão estranho, um pouco atrapalhado e meu rosto não ajuda em nada...

– Dante! O que é isso? Porque essa autoestima tão lá embaixo? Me escuta. Todos nos deixamos levar pelas aparências, pelas máscaras que as pessoas usam. Mas isso é passageiro. Nós temos que ser nós mesmos, porque somos únicos e estamos vivos.Qual seria a graça se fôssemos todos iguais?

Dante fica um momento reflexivo, pensando na besteira que tinha feito, mas que no fundo não tinha sido tão ruim assim. Mudanças são legais. Só não tão drásticas.

– Você tem razão. Eu me deixei levar pela conversa fiada do Guilherme, pensando que você nunca iria me dar bola pelo jeito que eu era. Mas pensando bem, aqui com meus óculos, acho que tirei uma lição disso. Que devo aprender a expressar o que eu sinto... e que alguma mudança é boa as vezes, só que... menos, né. Esse não sou eu!

Os dois começam a rir juntos.

– É... Você não ficou tão mal assim. Gostei. Mas eu não quero que você mude aqui - Colocando sua mão no peito de Dante

– Pode deixar. Marina, eu sempre gostei de você, mas nunca soube dizer.

– Eu sei, seu bobinho. Eu nunca esqueço daquela vez que nós estávamos na terceira série e alguém tinha me falado que você gostava de mim. Aí quando eu te perguntei no meio sala da aula se era verdade, você ficou tão vermelho e não sabia o que dizer de tanta vergonha.Acho que não foi uma boa ideia dizer isso na frente de todo mundo.

– Pois é... Se você me fizesse essa mesma pergunta há algumas horas atrás, eu reagiria do mesmo jeito.

– Mas agora é diferente. Nós já sabemos do que sentimos um pelo outro. E nada pode impedir que estejamos juntos.

Os dois começam a se aproximar um do outro, mas num impulso Dante se afasta, com receio.

– Mas Marina, você sabe que eu nunca tinha ficado com ninguém e...

– Não precisa se preocupar, eu sei esperar.

Marina então dá um beijo na bochecha de Dante e ele o retribui. Eles ficaram quase uma hora conversando e rindo de todas as vezes em que Dante tentava disfarçar quando ficava envergonhado por estar próximo de Marina. Marina também confessou que pensou várias vezes em dizer o que sentia por ele, mas sempre acabava desistindo por vergonha.



No dia seguinte, depois de terem arrumado tudo e voltarem para casa, Dante e Marina caminhavam de mãos dadas para todos os lados. Carolina e Guilherme faziam o mesmo (indo para todo lado juntos). Só que Guilherme correndo atrás de Carolina o tempo todo, em todos os cantos.

Dani e Igor se divertiam com as cenas, dignas de novelas mexicanas. No fundo Carolina gostava de ter Guilherme correndo atrás e aparentemente ter “esquecido” de Marina e deixando os dois em paz. Havia dito que Guilherme teria que ralar muito por ela, e assim o faria.



Então a segunda-feira chegou e o sinal da primeira aula soava. A novidade do colégio, além dos novos professores, eram os “novos e inesperados casais” formados. Dante um pouquinho mais seguro ao lado de Marina, e Guilherme “atrás” de Carolina. Esses quatro prometiam muitas histórias até a chegada da formatura, pois ainda era o primeiro dia de aula, a lista de chamada recém realizada e o amor havia acabado de começar.



Quer conhecer os personagens dessa história e muito mais?

Perdeu os capítulos anteriores?


Chegamos ao fim da nossa primeira série de #oamorcomeça.
Foi muito legal compartilhar essa história com vocês, espero que tenham gostado.
E aguardem que em breve, uma nova historia aparecerá por aqui!

William Brandão

sexta-feira, 22 de abril de 2016

► #oamorcomeça: Sol, amor & verão - cap. 7

Capítulo 07

Os primeiros sinais do fim do dia começam a aparecer. O sol está começando a cair, mas há luz suficiente para se enxergar sem acender as lâmpadas. Carol está sentada debaixo da mesma árvore onde Dante estava pela manhã. Tão concentrada em um livro de romance que ganhou de aniversário, que nem percebeu as horas passando. Seus amigos haviam dormido logo após a sessão de jogos e de algum tempo na piscina e nem deram por sua falta. Dante passou a tarde toda com Guilherme na casa de seus avós. Não foi algo tão divertido para Dante, mas ele estava disposto a pelo menos tentar.

Enroladas em toalhas, Dani e Marina saíram para dar uma volta antes de anoitecer e quem sabe dar um último mergulho enquanto ainda havia luz. As duas ficaram surpresas com Carol lendo um livro de romance. Tanto que fizeram questão de saber o que estava acontecendo.

Dani diz, não conseguindo disfarçar a curiosidade:

– Carol! Você lendo um livro? Você está bem?

– Eaí garotas, tudo belê? Belas dorminhocas vocês me saíram.

- Ah Carol... Você me conhece, sabe que não perco a oportunidade de tirar uma sonequinha, tanto que levei a Marina comigo nessa... Diz Dani rindo e bocejando ao mesmo tempo.


- Eu estou um pouco triste de pensar que amanhã voltamos pra casa e na segunda-feira: colégio, provas, trabalhos e tarefas.

– Realmente... Foi muito bom. Pena ser por pouco tempo, mas a realidade nos chama.

– Como vocês estão sentimentais ultimamente, estou até surpresa com você Carol.

– Nossa Dani... Por quê? Você acha que eu não tenho coração?

– Não, não é isso... Mas acho que eu sei o motivo de tanto sentimentalismo de vocês. Só pode ser por causa de algum garoto.

Marina e Carol ficam muito sem graça com o assunto e tentam disfarçar.

– O quê?

– Não finja que não ouviu! Eu sei que alguém roubou esse seu coração e você não quer admitir.

– Não...

Nesse momento Carol percebeu estar encurralada e rapidamente pensou: ‘Agora sei como o Dante se sentiu mais cedo. Não tenho mais como fugir.”

- Ta bom, tá bom. Tem garoto metido nessa parada. E nem pense em me perguntar o nome dele porque eu não vou dizer. Demonstrando um pouco de nervosismo na fala, mas conseguindo disfarçar melhor que Dante.

– Ta bom. Finalizando o assunto, se sentindo ameaçada. E você Mari? Tem alguém aí?

Marina estava viajando em pensamentos, lembrando de tudo o que aconteceu durante o dia. Da conversa com Dante, de como ele ficou sem graça quando ela soltou: “Amiga é pra essas coisas!”. Não queria ter falado aquilo, mas dito outra coisa. Percebeu na hora que ele havia ficado muito sem graça com a afirmativa seguinte. E ele estava se esforçando pra dizer algo e ela estragou tudo. “Palmas pra Marina”, agora sim, traumatizou Dante. E se era difícil ele se aproximar dela. Tudo vai ficar ainda mais difícil. “Eu sou uma desastrada”- pensou.

- Mari? Alô?

– Oi?

– Oi tudo bom? Prazer, meu nome é Dani e essa é a Carol, tudo bem?

– Em que planeta você estava dona Marina?

– Para de zoar comigo! Eu só estava pensando em algumas coisas.

– Tenho certeza que nesses pensamentos estavam o Guilherme né?

Se controlando pra não dizer nada que a “incriminasse”, Carolina um pouquinho alterada no início e depois amansando a voz:

–É claro que não! É claro que ela não estava pensando no Guilherme. Ela deu um fora nele hoje, não é Marina? Você não percebeu?

– Sério? Mas como você teve coragem de dar um fora num galã daqueles?

– Ele não faz meu tipo. Não posso negar, ele é muito bonito sim, mas não tem nada a ver comigo.

– Nisso você tem toda a razão.

Depois que disse, Carol ficou se questionando internamente se estava dando muita bola fora e se entregando sem querer.

– Mas então? Quem faz o seu tipo?

– Tá bom meninas, tá bom. Eu conto, mas me prometam que não vão rir ou contar pra alguém, muito menos pra essa pessoa.

Marina confiava muito nas amigas, só pedia segredo por força do hábito.

- Então, eu gosto muito dessa pessoa. Eu conheço ela à muito tempo. E foi conquistando meu coração pouco a pouco e eu nem percebi. E essa pessoa é o Dante.

– Quem? Dante? O nerd da nossa sala? – Dani como sempre se surpreende.

– Sério? Que legal! – Carol ficou muito empolgada por saber que o sentimento dos dois é recíproco.

– Tá eu sei que ele parece estranho. Mas aquele sorriso que ele dá todas as vezes em que não tem nenhuma resposta para o que lhe dizem, me conquistou.

– Eu tô passada e no cabide!

– Eu te apoio e acho que ainda você vai ter uma bela surpresa.

Dessa vez é a vez de Marina se surpreender. Não estava entendendo nada.

– Como assim?

– É um pressentimento. Espere e verá.

– Eu tô chocada até agora!

– Às vezes o coração tem razões que a própria razão desconhece.

– Ui, Marina até arrepiei agora. Tá bom. Nem falo mais nada. A Dani vai ficar caladinha agora.

Ao ouvir o bafafá e as risadinhas das meninas, Igor chega.

– E aí garotas? Posso entrar na conversa ou é uma reunião de meninas?

– Não, não. Senta aí. Diz Carolina deixando um espaço em sua toalha para que ele possa se sentar.

– Hein, vocês sabem me dizer o que o Guilherme tá aprontando? Ele tá o dia inteirinho com o Dante.

– O quê? Dante e Guilherme juntos? Tem alguma coisa errada nisso aí. O Guilherme não gosta nenhum um pouco do Dante, ainda mais agora que...

Marina se interrompe para não dizer também para Igor, já basta o Guilherme e as meninas saberem. Não queria que as coisas de alguma coisa ficassem mais complicadas entre eles.

– Que...?

– Nada não, deixa pra lá.

– Talvez o Guilherme tenha mudado de opinião, de atitude, sei lá.

Carolina pensa mais uma vez que está dando muita bandeira defende-o o tempo todo. “Ai Carolina, disfarça, disfarça!”

- Mas vindo do Guilherme, tudo é possível

– Pois é, falando do rei da cocada queimada, aí vem ele. Diz Igor dando de ombros.

Guilherme estava muito perfumado, dava pra sentir à distância o cheiro do seu perfume, que pra falar a verdade era forte demais que dava até vontade espirrar. Mas não era ruim, só muito forte. Ah, e estava muito arrumado, como se estivesse pronto para sair.

– E aí galera, quais as novidades? Diz Guilherme penteando o cabelo com os dedos.

- Que já sabíamos que você estava chegando, graças à seu perfume, que chegou dois minutos antes de você. Igor se sentindo incomodando com o cheiro.

- É que ele está dando vontade de espirrar - diz Dani segurando o espirro.

Carolina gostava do cheiro, mas tinha que concordar com os amigos naquele momento.

– Guilherme, o que você anda aprontando? Marina séria, o questiona.

– Eu aprontando?

– Nós já sabemos que você está com o Dante pra cima e pra baixo o dia inteirinho.

– Puxa, uma pessoa não pode mais mudar de opnião?

– Guilherme. Já chega né? Você não íria mudar de atitude com ele da noite pro dia.

– Assim você até me magoa. Eu tô fazendo o possível pra mudar depois do que você me disse hoje.

– Não sei Guilherme. Se você realmente tiver mudado, eu fico muito feliz por você. Mas se não, Parabéns! Você é um ótimo ator, merece o oscar de revelação do ano.

– Calma Marina. Vamos dar uma oportunidade pra ele.

Outra vez Carolina defendendo Guilherme.

– Mas falando em Dante, onde está ele? Dani olhando para os lados, enquanto as luzes do lugar começam a acender a noite chegar.

- Acho que ele já vem por aí. Olha lá ele. Guilherme apontando para a entrada da casa de seus avós.



Quer conhecer os personagens dessa história e muito mais?

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Não perca o próximo capítulo, na próxima sexta-feira!
Até lá! 

William Brandão

sexta-feira, 15 de abril de 2016

► #oamorcomeça: Sol, amor & verão - cap. 6

Capítulo 06

Dante está sentado à beira da piscina com os pés dentro d’água. Já haviam passado algumas horas da provocação de Guilherme, mas ainda continuava chateado. Era desnecessário tudo o que tinha acontecido. Ficou sem graça de voltar ao salão, então resolveu ficar por ali mesmo. E se todos tivessem rindo da cara dele lá em cima? Melhor ficar por ali mesmo, se alguém aparecesse, fingiria que nada tinha acontecido.

Depois de um tempo envolvido em seus pensamentos, Dante resolveu para o seu reflexo na água. Analisou-se. Suas desesperanças aumentaram. Ele se acha feioso, desengonçado, sem jeito. Tirou os óculos e olhou-se dentro dos próprios olhos. Numa imagem embaçada, mas dava pra ver alguma coisa. Não tem jeito. Suas certezas estavam confirmadas.

– Olha pra isso! A Marina nunca vai querer olhar pra mim. Feio, desengonçado e sem jeito...

Guilherme estava descendo até à piscina, só de shorts. E ao se aproximar, por acaso ouviu Dante se lamentar. Com isso, ele diminuiu os movimentos para que Dante não percebesse sua presença e já começou a pensar em alguma coisa pra se vingar dele.

- E que legal... Logo hoje foi nascer uma espinha bem no meio da minha testa. Tenho certeza que ela estava o tempo todo aí e eu não percebi. Ótimo. Só me faltava isso. Estou cansado de buscar a imagem perfeita e nunca encontrar... Ah.. Como ela mesmo disse, somos somente “amigos”, que diferença isso faz? Ela deve gostar mesmo dos tipos como o Guilherme que...

Ao ouvir o seu nome, percebe ser a deixa para chegar até Dante.

– É, você pode ter razão.

Dante foi pego de surpresa de um jeito que não pode disfarçar. Chegou até a bater os calcanhares na piscina ao tentar se levantar. “Eu não tenho jeito mesmo. Desastrado!” pensou ele.

- Calma rapaz. Não precisa ficar com vergonha. Quem sabe eu possa até te ajudar a conquistá-la?

– Você? Me ajudar? Você nunca foi com a minha cara e nunca perde uma oportunidade de me zoar na frente dos outros.

– Eu, te zoar? Cara, se isso te magoa você tem que me falar. Nunca fiz por mal, queria te expor um pouco, já que você é tão “tímido” e fala pouco. E por mais cedo, foi muito mal mesmo, passei um pouco da conta.

Dante tinha um bom coração e geralmente, na verdade sempre, dava uma segunda oportunidade para as pessoas. E também na maioria das vezes percebia que havia sido passado pra trás. Pensava às vezes em mudar esse comportamento, mas seu coração era bom demais. E pra falar a verdade, gostava de ser assim. Só não de fazer papel de trouxa. Estava desconfiado de Guilherme, mas por que não tentar?

- Cara, confia em mim. Se você quiser eu posso te ajudar a conquistar a Marina.

– Não sei Guilherme...

– Vou te contar uma coisa, realmente ela gosta de tipos esportistas, charmosos e muito bonitos, como eu.

Humildade é uma grande característica de Guilherme #sqn

- Mas... Se você quiser eu posso te dar umas dicas e posso até te emprestar umas roupas, se você quiser, e te servirem, é claro.

Tudo estava muito estranho, mas Dante começou a se interessar. Mesmo fingindo que não.

- Mas e aí? O que me diz?

– Não sei, essa sua mudança assim tão de repente, da noite pro dia...

– É de coração, pra compensar tudo o que te fiz. Mas é você quem sabe... Vou te dar um tempo pra pensar.

Guilherme dá as costas para Dante e ameaça voltar pelo mesmo caminho que voltou. E caminhando diz:

- Mas não demore muito. Você sabe que amanhã pela manhã vamos embora. E quando voltarmos pro colégio vai ser muito mais difícil conseguir.

Tudo continuava estranho, mas ao se olhar novamente no reflexo da água da piscina por duas vezes, ele chama Guilherme:

– Espera! Tá bom, eu aceito. Acho que essa vai ser minha única chance.

Enquanto isso, Carolina observa tudo de longe, com um livro em mãos.

– Muito bem! Eu sabia que você iria tomar a decisão correta. Voltando-se para Dante novamente.

– E quando começamos?

– Agora mesmo se você quiser, meu amigo. Se quiser indo até a casa dos meus avós, já te encontro lá.

– Ok. Valeu mesmo cara. Nunca pensei que você pudesse ser tão legal comigo.

Dante se levanta entusiasmado e mancando um pouco, por ter batido os calcanhares.

– Por nada, quê isso. Pra que servem os amigos? – Dando um "tapinha" generoso nas costas de Dante

- Você vai ver que hoje mesmo, Marina só vai ter olhos pra você.

Carolina esbarra com Dante e sorri pra ele, percebendo seu entusiasmo, o que a deixa entusiasmada também ao falar com Guilherme.

– Parabéns! Tô vendo que o fora que a Marina te deu está te fazendo uma pessoa menos egoísta e mais altruísta.

– Isso foi um elogio ou o quê?

– Que bom que finalmente você percebeu que a Marina nunca teve olhos pra você. Os olhos dela sempre brilharam por outra pessoa.

– Tá bom, tá bom, já chega de frases filosóficas por hoje. Agora eu tenho que ir, nos vemos mais tarde, como o “novo” Dante.

Carolina desmonta sua pose de “machão” e suspira por ele. E começa a pensar que no fundo também é um pouco como Dante. Finge ser forte por fora, mas por dentro fica toda sem graça.

– Se você soubesse...


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Até lá! 

William Brandão

quinta-feira, 14 de abril de 2016

► Verano de amor: quem disse que um amor de verão não é para sempre?


Verano de amor ou traduzindo literalmente, Verão do Amor é uma adaptação da novela argentina chamada Verano del 98, a qual teve diversas temporadas. A versão mexicana foi dividida em duas temporadas, sendo que a primeira mais longa (com 80 capítulos) que a segunda, num total de 120 capítulos.


"Verano" foi produzida em 2009 pela Televisa e tinha como protagonistas Dulce María (nessa época ex-RBD, o grupo acabava de se separar) com o papel de Miranda Perea e Gonzalo García com o papel de Mauro Villalba.


Essa abertura é demais! 

“Em 1998 um grupo de crianças do interior de Veracruz aproveita seu último dia de férias para criar um pacto de amizade eterna em torno de uma fogueira. Elas acreditavam que o clima e a sensação do “verão do amor” poderia ser eterno. Pouco a pouco os gestos de simplicidade, a inocência e o amor fraternal vão se convertendo em problemas e desilusões. O mundo de cristal se rompe em mil pedaços, e onze anos depois, devem encarar o fato de terem se tornado adultos em corpo de adolescentes que não querem encarar esta nova vida.”

Miranda é uma garçonete e trabalha em uma pequena lanchonete, chamada “Bikinis” com vista para o mar. Ela é rebelde, determinada e muito irreverente. Vive com o irmão Baldomero, que sonha ser um grande artista; com a irmã Berenice, uma adolescente que não consegue lidar com as transformações de seu corpo, então, se veste como menino; e a mãe Reyna, que vive em depressão, desde que foi abandonada pelo marido. Por conta disso, o relacionamento com a mãe é muito difícil, à beira do insuportável, justamente por Miranda se parecer com o pai.


Miranda e Baldomero tem vários amigos, mas os melhores são Dylan (que sonha ser cineasta e de camiseta rosa na primeira foto) e Zoe (apaixonada pelo melhor amigo Dylan, a de camiseta roxa da primeira foto). Os quatro sempre viveram em uma cidadezinha tranquila do interior, chamada Tlacotalpan (é difícil mesmo pronunciar), em Veracruz, no México. Eles vão ver suas vidas mudarem com a chegada dos Villalba, uma família de milionários da capital.


No início, Miranda tem uma forte antipatia pelo arrogante e mauricinho Mauro Villalba, mas controversamente eles acabam se apaixonando – e tendo como grande obstáculo o terrível Othón, que não permite a relação do filho com uma moça pobre. Já Baldomero encanta-se à primeira vista por Sofía, apesar de ela ser mais velha – e estar se separando do marido Othón. Mas tudo muda quando sua filha Dana também se apaixona por Baldomero. Além disso, a chegada de um homem misterioso à cidade, que compra o antigo barco abandonado e a chegada dos netos dos Rocca, prometem agitar a vida dos moradores da pacata e simples Tlacotalpan.

Verano de amor foi uma novela que eu assisti 3 vezes. A primeira no lançamento, quando passava no México, saía no Youtube no dia seguinte; depois, como moro em uma região de fronteira, a novela era exibida nas tardes de um canal do Paraguai e depois vi novamente pelo Youtube, mas de forma compacta.


Eu gostei muito. Dá vontade de conhecer a cidade e passar alguns dias lá, pelas suas paisagens, o clima... Não é uma novela tão longa, apesar de que a intenção inicial era de que fosse, assim como a original. Mas várias questões não permitiram que acontecesse, pela baixa audiência.

Como Dulce ainda estava no processo fim do RBD, ela começou a gravar suas cenas depois dos outros atores, então, nos primeiros capítulos, ela aparecia pouco, apesar de ser a grande protagonista, e isso só começa a se normalizar alguns capítulos à frente. Além disso, os outros atores protagonistas eram estreantes e a história talvez não tenha conseguido ser atual para a época.


A grande virada foi a transição para a segunda temporada, quando a direção da novela colocou Miranda e Mauro como protagonistas e os demais se tornaram secundários. A viagem para o Canadá e um casamento improvisado - e por sinal, muito legal - e em segredo dão um up na história e a audiência começa a responder, mas a segunda temporada teve somente 40 capítulos.

  

Mauro decide pedir Miranda em casamento. E faz isso tudo em segredo, no meio do Canadá. Compra as alianças em um loja de conveniência, o terno de um segurança e faz o pedido no meio do nada - e da neve - com Miranda chegando de helicóptero. 
Na hora do casamento, Miranda vai de bicicleta e chega vestida de noiva, com botas e sem buquê de flores, que logo ela resolve, pegando um dos vasos da igreja. 
E os padrinhos? Dois canadenses passando na rua.
E o baile? No meio da rua!
E o jantar? Fastfood!

Essa sequência do casamento é demais!


Essa música é da composição de Dulce, letra linda!

Em 1999 o SBT havia comprado essa novela e a gravaria aqui, com a Fernanda Souza, que na época fazia a Mili da primeira versão de Chiquititas (1997-1999). Ela seria a protagonista já que logo terminaria sua participação na novela. Mas tudo foi cancelado, pois Fernanda assinou com a Globo para fazer a temporada de 1999 de Malhação.

Há rumores de que o SBT tenha comprado a novela mexicana e que ela esteja em processo de dublagem. Vamos esperar! Se não sair, tem que dar um boa procurada no Youtube ou outro site. Por onde eu vi já não existe mais.


Bom, é isso.
Fica aí mais uma dica de novela.
 O que acharam?
Curtam e comentem!

Até logo!



terça-feira, 12 de abril de 2016

► Uma curva na estrada: O amor só pode existir se houver perdão


Sempre gostei muito de ler e há algum tempo atrás resolvi ler alguma diferente durante as férias. Já que na correria curso/trabalho/faculdade não conseguia fazer isso. Já li vários livros de Nicholas Sparks e adorei todos, alguns mais, outros menos. As histórias de amor são lindas e chamam muito a atenção. Inclusive a Talyta já falou sobre alguns deles: O guardião e A Escolha. Também já li os dois e são alguns dos meus preferidos.

O mais legal de ler os livros de Nicholas é que quando está chegando no meio do livro, acontece uma reviravolta que muda tudo. E você fica ansioso por ler mais e mais para conhecer o final da história. Já aconteceu de em uma tarde eu ler mais de 100 páginas para chegar ao desfecho. E quase sempre com lágrimas no final.

Gosto muito de ler esses livros. Entre os que já li foram: Querido John, Um Homem de Sorte, O melhor de mim, O Milagre, Uma carta de amor e os que já havia dito.

Em alguns dos livros acima citados eu sempre pulava algumas partes, na introdução, onde eram contadas as histórias dos protagonistas. Algumas eram muito extensas e outras chatas, mas em Uma curva na estrada não foi um dos primeiros que li completo.


Ele conta a história do sub-xerife Miles e todo o sofrimento que ele passou ao perder sua esposa em um atropelamento misterioso, que o deixou sozinho com um filho pequeno. Durante dois anos ele juntou muitas coisas para tentar decifrar o mistério do crime, mas nunca encontrou nada concreto que pudesse achar um culpado. Por isso se tornou um homem triste, mas muito amoroso e dedicado com o filho de 7 anos. Até então não tinha voltado a se apaixonar, até conhecer Sarah, a professora de seu filho. 

Essa é a release do livro:
 "A vida do subxerife Miles Ryan parecia ter chegado ao fim no dia em que sua esposa morreu. Missy tinha sido seu primeiro amor, a namorada de escola que se tornara a companheira de todos os momentos, a mulher sensual que se mostrara uma mãe carinhosa. Uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Tinha sido atropelada numa rua perto de casa. As investigações da polícia nada revelaram. 

Para Miles, esse fato é duplamente doloroso: além de enfrentar o sofrimento de perder a esposa, ele se culpa por não ter descoberto o motorista que a atropelou e fugiu sem prestar socorro. Dois anos depois, ele ainda anseia levar o criminoso à justiça. É quando conhece Sarah Andrews

Professora de seu filho, Jonah, ela se mudou de Baltimore para New Bern na expectativa de refazer sua vida após o divórcio. Sarah logo percebe a tristeza nos olhos do aluno e, em seguida, nos do pai dele. Sarah e Miles começam a se aproximar e, em pouco tempo, estão rindo juntos e apaixonados. Mas nenhum dos dois tem ideia de que um segredo os une e os obrigará a tomar uma decisão difícil, que pode mudar suas vidas para sempre. 

Em Uma curva na estrada, Nicholas Sparks escreve com incrível intensidade sobre as difíceis reviravoltas da vida e sua incomparável doçura. Um livro sobre as imperfeições do ser humano, os erros que todos cometemos e a alegria que experimentamos quando nos permitimos amar." 

"... às vezes o destino cruza o nosso caminho e inicia uma sequência de acontecimentos que levam a um desfecho imprevisível."


Gosto muito quando livro traz como personagem principal o homem. Porque consigo me imaginar na história. Ao ver como Miles trata seu filho Jonah, dá pra perceber o carinho enorme que ele tem pelo filho. Acho isso muito bonito de ler.

Em alguns momentos me identifiquei muito com Miles, como quando ele tenta chamar a professora pra sair. Achei muito engraçado e é do tipo "bem eu mesmo" rssr. E também com a atenção que ele dá pro filho, não sou pai ainda, mas acho que quando for, eu seria mais ou menos desse jeito. 

Gostei muito desse livro e a reviravolta é incrível. Você pensa saber quem é o culpado, mas no fim é quem você menos espera. E a história dá uma volta incrível.

Super recomendo a leitura!


Por hoje é só pessoal!
Nos falamos em breve!

Eaí? O que acharam?
Curtam e comentem!

Até logo!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

► #oamorcomeça: Sol, amor & verão - cap. 5

Capítulo 05

Ao perceber o clima, Igor se levanta e convida os amigos pra se levantarem e fazer alguma coisa para distrair.

– Tá galera! Agora já chega! Vamos dar uma animada aqui nesse lugar.

Ele tira o celular do bolso e coloca uma música animada para que todos dancem. Ele puxa Carol, que vai meio contrariada e antes que Guilherme possa se levantar, Dani chama Marina e os quatro começam a fazer coreografias engraçadas com a música que toca.

Dante levanta e se afasta um pouco do pessoal porque não quer de maneira alguma ser convidado pra dançar. Se já é desastrado naturalmente, imagine dançando.

Sozinho, e vendo que Dante também está só, Guilherme não quer perder a oportunidade de tirar onda de Dante e se aproxima dele.

– Dante! E aí meu chapa, o que você faz aqui sozinho? Deveria estar aí com uma gatinha batendo papo firme. Ops! Foi mal cara, esqueci que você nunca, ouviu bem? “Nunca” ficou com ninguém. Mas ainda bem que eu não tenho problema com isso... Num estalar de dedos eu tenho uma garota aqui na palma da minha mão. Todo mundo pensa que mulher é difícil, mas não é... Se você quiser eu te dou umas dicas ou posso até arrumar uma pra você quando voltarem as aulas. O que você prefere? Loira, morena, ruiva?

Durante o monólogo simpático e humilde de Guilherme, Dante ficou o tempo todo com cara de paisagem, segurando a vontade de dizer algo bem simpático para o querido “iniamigo”.

– Valeu, mas não.

Percebendo o desconforto de Dante, Guilherme continua.

– Pô véi, fala aí.

- Obrigado Guilherme. Se levantando e saindo do salão, em direção à piscina. Ao ver Dante sair, Marina vai até Guilherme, que já estava se preparando para seguir Dante e continuar atormentando-o.

– Guilherme, porque você sempre dá um jeito de tirar onda do Dante?

– Ah... Porque sim... Estava entediando de não fazer nada. Mas vamos falar de coisas mais interessantes, como eu e você. Gatinha, quer ficar comigo?

Guilherme tenta se aproximar de Marina abraçá-la e tentar roubar um beijo, mas ela se afasta totalmente surpresa com a atitude de Guilherme.

— Oi? Como assim? É claro que não Guilherme!

— Mas você não me acha bonito?

— Bonito? É claro que sim. Você é o garoto mais bonito que eu já vi na vida.

— E então? Você não quer o garoto mais bonito que já viu na vida?

— Acho que não, Guilherme. É que eu gosto de alguém...

— Alguém? Quem é esse alguém? Ele é mais bonito do que eu?

— Mais bonito? Acho que não... Mas ele é...

— Mais forte do que eu?

— Não, nem um pouco. Só que tem assim uma sensibilidade que me dá uma ternura...

— E os olhos? E os cabelos? Ele por acaso tem os olhos bonitos como os meus?

— Não, nada disso. Mas sorriso dele, então? Não dá pra resistir. Ele é tão tímido... Mas eu não tenho pressa. Nosso dia vai chegar. Há muito tempo eu espero pelo... Dan...

Guilherme não acredita no que acaba de ouvir e pensa ser Daniel, Danilo ou algo do tipo, mas logo percebe o olhar de Marina em direção à Dante.

– Dante? Você ia dizer Dante?

Em um momento normal, Marina não estaria dizendo nada disso, ainda mais para Guilherme. Mas ao pensar em seu amor, ela acaba se entregando toda. E assim, ela percebe que acaba de dizer algo pra quem não deveria dizer.

– Eu não disse nada.

– Você só pode estar louca, Marina o que tu viu nesse... Nerd quatro olhos?

– O que eu vi dentro dele, eu não vi dentro de você. E quer saber? Isso aqui não é uma entrevista de emprego pra eu te responder todas as suas perguntas. Esquece tudo o que aconteceu aqui. Ninguém tem porque saber isso.

– Mas Marina...

– Mas nada! Já chega!

Marina sai super envergonhada em direção às amigas e à Igor, que perceberam que a conversa dos dois não foi muito agradável. A única preocupação de Marina é se Dante havia ouvido. Não tinha certeza, mas provavelmente não, já que ele estava bem longe quando ela começou a conversar com Guilherme. Carolina ficou visivelmente emburrada com a conversa e todos percebem. O clima não ficou legal depois disso e Igor, como sempre tentando apaziguar a situação, lembra que trouxe jogos e convida os amigos para jogar Uno. Guilherme foi até o banheiro e depois desapareceu durante toda a tarde.


Quer conhecer os personagens dessa história e muito mais?

Perdeu os capítulos anteriores?

Não perca o próximo capítulo, na próxima sexta-feira!
Até lá! 

William Brandão